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quinta-feira

O olvido

Duy Huynhhuynh
na outra margem da noite
o amor é possível

leva-me

leva-me entre as doces substâncias
que morrem a cada dia em tua memória


EL OLVIDO 
en la otra orilla de la noche 
el amor es posible 
llévame
llévame entre las dulces sustancias 
que mueren cada día en tu memoria

Alejandra Pizarnik,

O coração do que existe


Agatha Katzensprung1
não me entregues, 
tristíssima meia-noite,
ao impuro meio-dia branco

EL CORAZON DE LO QUE EXISTE
no me entregues, / tristísima medianoche, / al impuro mediodía blanco

 Alejandra Pizarnik, do livro Los Trabajos Y Las Noches (1965).

SOMBRA DOS DIAS POR VIR

 a Ivonne A. Bordelois 
Amanhã
Vestir-me-á com cinzas o amanhecer,
Encher-me-ão a boca de flores.
Aprenderei a dormir
Na memória de um muro,
Na respiração
De um animal que sonha.


SOMBRA DE LOS DÍAS A VENIR / a Ivonne A. Bordelois // Mañana/me vestirán con cenizas el alba,/me llenarán la boca de flores./Aprenderé a dormir/ en la memoria de un muro,/ en la respiración/ de un animal que sueña.
Alejandra Pizarnik, do livro Los Trabajos Y Las Noches (1965). 
Tradução: 
Lílian Gandon

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